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Dólar atinge recorde desde 2021: entenda a alta e suas consequências

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Dólar atinge maior valor desde dezembro de 2021 com aversão global a risco; entenda O real apresentou as piores perdas entre as principais moedas, seguido pelo peso chileno. Contexto Econômico Global O dólar disparou ao longo da tarde e superou a barreira psicológica de R$ 5,70, encerrando o dia no maior valor de fecha

Dólar atinge maior valor desde dezembro de 2021 com aversão global a risco; entenda

O real apresentou as piores perdas entre as principais moedas, seguido pelo peso chileno.

Leia também: O futuro do dólar: r$ 5,50 é o limite? entenda os cenários econômicos e Disparada dólar! moeda alcança seu maior valor em 2 anos. entenda os motivos por traz dessa valorização.

Contexto Econômico Global

O dólar disparou ao longo da tarde e superou a barreira psicológica de R$ 5,70, encerrando o dia no maior valor de fechamento desde fins de dezembro de 2021. As divisas emergentes latino-americanas foram as mais afetadas pela aversão global ao risco, deflagrada por temores de desaceleração mais forte da economia americana e, em menor medida, pelo avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O real apresentou as piores perdas entre as principais moedas, seguido pelo peso chileno.

Fatores Contribuintes

  1. Política Monetária dos EUA:
    • Após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizar a possibilidade de corte de juros em setembro, investidores receberam dados sugerindo perda de fôlego maior da atividade nos EUA.
    • O índice de gerente de compras (PMI) caiu em julho, contrariando a previsão de alta e se mantendo abaixo de 50 pontos, sugerindo contração econômica.
    • Os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram mais do que as expectativas, aumentando o temor de desaceleração econômica abrupta nos EUA.
  2. Reação dos Mercados:
    • Bolsas americanas despencaram, com forte queda das big techs.
    • Taxas dos Treasuries recuaram.
    • Moeda americana ganhou força contra o euro e a maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities.
    • Iene subiu na comparação com o dólar, contribuindo para a depreciação das divisas latinas.
    • Petróleo recuou com receio de enfraquecimento da demanda.

Impacto no Brasil

Com máxima de R$ 5,7430, o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 1,41%, cotado a R$ 5,7350 – maior valor de fechamento desde 21 de dezembro de 2021. O contrato de dólar futuro para setembro teve forte giro, acima de US$ 17 bilhões, sugerindo mudanças relevantes de posicionamento. Operadores citaram busca por hedge e ordens de “stop loss” de agentes com posições vendidas em derivativos cambiais.

Análise Econômica

Segundo o economista-chefe do Banco Pine, Cristiano Oliveira, há um movimento global de aversão ao risco que ganhou força após indicadores industriais mais fracos nos EUA e na China. “Alguns indicadores estão apontando para uma desaceleração mais forte da economia mundial, o que leva a uma reprecificação dos ativos financeiros”, afirma Oliveira. O índice VIX – conhecido como termômetro do medo – disparou e atingiu os maiores níveis desde abril.

Política Monetária Interna

O cenário externo ofuscou a reação ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 10,50% ao ano. A maioria dos economistas avaliou que, apesar de menos duro que o esperado, o comunicado abriu uma possibilidade para eventual alta da Selic caso haja piora do câmbio e deterioração maior das expectativas de inflação.

Oliveira ressalta que o comunicado trouxe um tom mais duro, com aumento das projeções para o IPCA de 2024 e 2025 e dos riscos de alta da inflação. Apesar de cauteloso, o Copom não sinalizou alta de juros na próxima reunião e parece ter como plano manter a Selic em 10,50% por período prolongado.

Expectativas Futuras

Oliveira não vê motivos para uma alta dos juros no Brasil mesmo com a depreciação do real, considerando a tendência de queda das taxas globais. “O mercado já começa a aumentar a precificação de corte de 50 pontos-base nos EUA em setembro”, observa Oliveira, ressaltando que um retorno da visão de ‘soft landing’ da economia americana pode beneficiar divisas emergentes, como o real.

IMPORTANTE:

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