Há uma lenda que anuidade é coisa que não sai do bolso de ninguém. Que lenda. Ninguém precisa pagar por ter um cartão em 2026 — e tem opção para praticamente todo mundo: quem tem renda baixa, score ruim, é freelancer, ou simplesmente cansou de jogar dinheiro fora.
O problema é que a maioria das pessoas não sabe que existe alternativa. Elas continuam pagando porque começaram com um cartão que cobrava taxa, ou porque aquele banco chamadinho no aplicativo cobra e ninguém se deu ao trabalho de investigar.
A anuidade é uma tarifa que alguns emissores cobram para manter o cartão de crédito disponível e administrar o serviço, em geral relacionada aos custos de operação e aos benefícios oferecidos pelo cartão. Mas aqui está o detalhe: a cobrança de anuidade não é uma taxa obrigatória. Você pode viver sem pagar isso.
Quanto você está perdendo por mês (sem perceber)
Cartões básicos podem ter anuidades baixas ou serem isentos, já cartões de alta renda com milhas e salas VIP podem custar de R$ 400,00 a mais de R$ 1.500,00. Se você tem um cartão que cobra R$ 120 por ano, isso é R$ 10 por mês saindo da sua conta.
Multiplica por 10 anos, e você já perdeu R$ 1.200. Só em anuidade. Sem contar o dinheiro que parou de render enquanto esperava esse cartão se pagar.
Desde 2026, as instituições precisam informar com pelo menos 1 mês de antecedência sobre o início da cobrança de anuidade. Então se você recebia cartão de graça no primeiro ano e depois começou a pagar, saiba que era para avisar direito.
Os cartões que realmente aprovam rápido e sem taxa
Paciência com generalizações: cada banco tem seu critério. Mas existe um padrão: emissores digitais aprovam mais que bancos tradicionais — fintechs como Nubank, Inter e Will Bank decidem em até 5 minutos com base em movimentação bancária via Open Finance, sem exigir contracheque físico.
Cartões de anuidade zero são opções populares, fáceis de aprovar para a maioria dos brasileiros com renda até 3 salários mínimos. E se você ganha mais que isso? Também tem caminho aberto — a diferença é que alguns benefícios premium exigem investimento ou gasto mínimo.
Veja nosso ranking dos melhores cartões sem anuidade 2026 para ver todas as opções lado a lado. Lá a gente lista os que têm cashback, pontos, salas VIP — tudo isso sem anuidade.
Se você tem score baixo (mas ainda quer aprovar)
Entenda: score baixo não é o fim. O Nubank continua sendo referência em acessibilidade de crédito — sem anuidade, aprova pessoas com pontuação a partir de 300 pontos, considerando seu comportamento no aplicativo e relacionamento com a conta digital.
Will Bank, PagBank, Nubank e Mercado Pago dispensam contracheque e usam movimentação bancária como prova de renda — quem recebe ao menos R$ 500 mensais via PIX ou tem saldo médio acima de R$ 800 costuma ser aprovado, sendo os mais recomendados em 2026 o Nubank Roxinho, Will Bank, PicPay, Mercado Pago e PagBank.
O segredo: não peça 5 cartões em uma semana. Espaça as solicitações. Cada consulta gera impacto pequeno no score, mas soma.
Cartão sem anuidade com benefício de verdade (não cilada)
Existem cartões sem anuidade que oferecem coisa boa de verdade. Existem cartões sem anuidade que oferecem cashback, acesso a salas VIP e até milhas, sem cobrar nada do cliente.
O cartão de crédito da Rico é um dos cartões Visa Infinite mais fáceis de conseguir — está disponível para clientes que tenham pelo menos R$ 1.000 na corretora e não há cobrança de anuidade, com clientes que gastarem entre R$ 1.500 e R$ 2.999 ganhando 0,5% de cashback e a partir de R$ 3.000 em gastos o percentual aumenta para 1%.
Ou seja: você gasta, ganha dinheiro de volta, e não paga um centavo de anuidade.
Quando o cartão com anuidade é melhor que o sem anuidade
Apenas um cenário: os cartões de crédito mais desejados têm anuidades que podem chegar facilmente a R$ 1.500, oferecendo benefícios como acesso às salas VIP em aeroportos, bagagem despachada grátis e até upgrade de cabine. Se você viaja a negócio todo mês e a empresa não reembolsa, talvez compense. Mas para 99% das pessoas? Não compensa.
Leia também nosso artigo sobre as pegadinhas que escondem nos cartões sem anuidade — porque nem tudo que brilha é ouro, e alguns bancos cobram de outro jeito.
Na prática: como pedir o seu sem sofrer
Checklist antes de solicitar:
- Atualize seu CPF na Receita Federal e no Cadastro Positivo
- Confira se seu nome tem restrição (SPC, Serasa)
- Revise o telefone e e-mail no banco que você usa
- Tenha em mãos: RG, CPF, comprovante de renda (mesmo que informal)
Quase todos os aplicativos de cartão fácil aprovam; o limite inicial costuma ser pequeno (R$ 100 a R$ 500) e cresce com o uso responsável — esse é o caminho saudável.
Aprove seu cartão, use de verdade (compras, pagamentos), deixa o tempo passar, e o limite sobe sozinho. Não tem mágica nem cilada — é só organização.
Perguntas frequentes
Cartão sem anuidade é tão bom quanto um com anuidade?
Depende do que você quer. Cartão básico sem anuidade é perfeito para maioria — compras, parcelamento, pontos básicos. Com anuidade só vale a pena se você viaja muito e aproveita salas VIP e milhas de verdade.
Meu banco oferece primeiro ano grátis e depois cobra. É cilada?
Não é cilada se estava na letra miúda — é estratégia de atração. Mas antes de acabar o ano grátis, já negocie isenção ou troque para um sem anuidade mesmo.
Com score 400, qual cartão sem anuidade eu consigo?
Nubank Roxinho aprova com 300 pontos quando há movimentação bancária na conta Nubank. Will Bank, PicPay e Mercado Pago também têm boa taxa de aprovação nessa faixa.
Cartão sem anuidade cresce de limite?
Sim. Se você usa responsável, paga tudo em dia e o banco vê movimentação consistente, aumenta sozinho entre 30-90 dias — às vezes propõem limite novo sem você pedir.
Posso ter vários cartões sem anuidade?
Pode, mas não pega 5 em uma semana. Espaça 30 dias entre cada um. E mantenha só um que usa de verdade — o resto acaba virando custo mental desnecessário.


