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Segundo a revista! é dado como certa a compra da Gol pela Azul

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A diretoria da Azul já considera a compra da Gol um fato consumado. Fontes de altíssimo escalão informaram à coluna que as duas aéreas vão se tornar uma única companhia nas próximas semanas. Em março a Azul tinha contratado dois bancos de assessoria financeira para analisarem uma possível oferta de compra das operações

A diretoria da Azul já considera a compra da Gol um fato consumado. Fontes de altíssimo escalão informaram à coluna que as duas aéreas vão se tornar uma única companhia nas próximas semanas.

Em março a Azul tinha contratado dois bancos de assessoria financeira para analisarem uma possível oferta de compra das operações da concorrente.

A Gol entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos em janeiro de 2024, e tem mais de R$ 20 bilhões em dívidas.

Fusão entre gigantes

Caso essa compra seja mesmo realizada, a Azul se tornará um gigante da aviação civil no Brasil, com quase 63% de participação no setor de transporte aéreo.

Hoje a Azul tem cerca de 31% do mercado nacional, enquanto a Gol tem 32%. A operação transformaria o setor aéreo brasileiro em um duopólio com a Latam, que detém 33% do mercado. E que também está em recuperação judicial.

Por isso, o mercado prevê uma intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que poderia obrigar a Azul a ceder alguns aviões ou direitos de decolagem e aterrissagem em aeroportos nacionais.

Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá conceder o sinal verde para a operação.

Todo mundo compra todo mundo

O mercado de aviação civil brasileiro sempre foi marcado por fusões e aquisições entre concorrentes.

A própria Gol comprou a Varig em 2007, e a Azul comprou a Trip em 2012. Já a Latam foi fruto da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, iniciada em 2010.

As operações da Gol e da Azul parecem ser complementares. A Gol é muito presente nos principais aeroportos brasileiros, enquanto a Azul tem a maior capilaridade em linhas regionais.

Latam desistiu dos aviões

Outro sinal de que a negociação estaria perto de se concretizar é a desistência da Latam da compra de aviões Boeing 737 da Gol.

A Latam estava interessada nas aeronaves por causa da escassez no mercado internacional, que registra listas de espera de até sete anos para as fabricantes entregarem as encomendas.

Entretanto, a Gol não teria recepcionado com entusiasmo a proposta da Latam. Se vendesse seus ativos mais valiosos, a Azul poderia pagar menos pela companhia, o que não seria interessante para a família Constantino, controladora da Gol.

Agora a briga é com o governo

O que poderia jogar água no chope das aéreas é o governo Lula. Diretores de ambas as empresas confirmaram para a coluna que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, está determinado a lançar o programa Voa Brasil até o final de abril.

Anunciado no começo de 2023, o Voa Brasil tinha que garantir passagens aéreas por até R$ 200. O projeto virou uma verdadeira novela, foi postergado pelo menos quatro vezes e sobreviveu até mesmo à saída do ministro Márcio França.

As aéreas tentaram explicar para o governo que não é possível alcançar um preço tão baixo com as atuais cotações do petróleo e do dólar, além dos custos operacionais no Brasil. Principalmente a elevada judicialização do setor, a mais alta do mundo.

Desesperado por popularidade, o governo Lula parece não querer saber de conversa, e está decidido a lançar o Voa Brasil com ou sem o aval das aéreas.

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IMPORTANTE:

Importante destacar que todo o conteúdo abordado neste espaço é apenas para fins didáticos e informativos. Não se trata de compra e venda de contas, cartões ou quaisquer serviços

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